A calopsita ou caturra (Nymphicus hollandicus) é uma ave que pertence à ordem dos Psitaciformes e à família Cacatuidae. Natural da Austrália, a espécie foi descrita pela primeira vez em 1792.
As calopsita são aves extremamente gregárias que, normalmente, tem um boa convivência entre si. De uma modo geral, também o tem com outras aves, mesmo que estas sejam de menor porte ou mais frágeis.
Não as mantenha juntamente com outras espécies de periquitos, pelo menos com espécie que possam ser agressivas. Se não tiver companheiras da mesma espécie, uma jovem calopsita pode desenvolver laços de afeto com o seu tratador. Se pretende manter numa gaiola um periquito, escolha em exemplar jovem e proporcionar-lhe muito afeto.
Em várias áreas urbanas arborizadas são encontrados individuos ou pequenos bandos que escaparam ou foram soltos.
Esta espécie é muito apreciada pelos aviários e no final da década de 40 do século passado, houve a primeira grande mutação de cor, o alerquim.
Mede 30 cm. Apresentam uma crista erecta no alto da cabeça constituída por penas diferenciadas. .
As calopsitas são aves nômades, deslocando-se em grupos familiares ou em grande bandos, em busca de alimento e água. Ao contrário de outros psitaciformes realizam a maior parte de sua alimentação no chão.
Vive em casais, ao que se sabe permanecem unidos por toda a vida. Os consortes são assíduos em seus galanteios, arrumando mutuamente a plumagem e às vezes acariando-se enquanto permanece de ponta cabeça num galho. Constroem ninhos em cavidades de árvores ou nas bainhas foliares de palmeiras, junto ao tronco. Nos ninhos quando ouvem um ruído estranho põem meio corpo para fora, inspecionando os arredores e, se assustados, saem um depois do outro, sem emitir o menor som. Os bandos que costumam se encontrar durante o período de reprodução e sempre se compõe de indivíduos imaturos. A expectativa de vida é de em média 20 anos e a maturidade sexual ocorre entre 1 e 2 anos. Colocam 4 ovos brancos e a incubação dura cerca de 26 dias. Deixam o ninho cinco semanas após o nascimento os filhotes.
Habita florestas, áreas abertas, parques e jardins. Imitam com perfeição a vocalização de outros pássaros.
São vistas freqüentemente em bandos, costuma acordar bem cedo fazendo muito barulho, o que torna ainda mais fácil o seu reconhecimento. Os sexos são semelhantes, porém o macho costuma ser mais robusto, principalmente no bico, e com a cabeça mais quadrada, diferenças mais notadas em um casal adulto que esteja lado a lado. Os machos geralmente são mais faladores e com mais capacidade de imitar qualquer tipo de som.
Costuma procurar seu alimento nas copas das árvores mais altas. Utiliza o bico como um terceiro pé: usa as patas para segurar a comida, levando-a a boca. Desloca-se velozmente, às vezes intercala entre séries de rápidas batidas um vôo de asas fechadas. A melhor defesa que tem é ficar imóvel e calado, imobiliza-se, fixando os olhos no
perigo que supõe existir, confunde-se com o meio ambiente de tal maneira que parece “ter desaparecido”.
Os periquitos ameaçados por algum perigo ficam às vezes pendurados em um galho, de ponta-cabeça, cessada a ameaça saem em gritos. Os movimentos lentos que assumem ao andarem, treparem ou comerem parecem ser prudentes e calculados servindo também para se ocultarem ainda melhor.
Ave originária da Austrália e sendo uma ave exótica no Brasil.